Prevenção à violência doméstica nas empresas: palestras e ações educativas do ICDH

Empresas que Protegem · uma iniciativa do ICDH

Palestras, workshops e ações educativas nas empresas para promover informação, conscientização, acolhimento e uma cultura de respeito, igualdade e proteção às mulheres.

Informar, conscientizar e acolher.
Ilustração de uma mulher com a mão aberta em sinal de pare, ao lado de um laço vermelho
O desafio

A violência doméstica não fica em casa.

A violência doméstica não é um problema restrito à esfera privada: é uma questão social que também produz impactos na saúde, na segurança, na qualidade de vida e no desempenho profissional das trabalhadoras. Levar o debate para dentro da empresa é o primeiro passo para quebrar o silêncio.

  • Faltas e licenças médicas sem causa aparente
  • Ansiedade, medo e adoecimento no ambiente de trabalho
  • Queda de concentração e de produtividade
  • Pedidos de demissão ou de transferência
  • Equipes sem preparo para acolher e orientar
Os números

A violência doméstica no Brasil

37,5%1

das brasileiras com 16 anos ou mais sofreram algum tipo de violência em 12 meses: cerca de 21,4 milhões de mulheres.

66,8%1

dos casos têm como autor o parceiro (40%) ou o ex-parceiro (26,8%). Em 57% deles, o lugar é a própria casa da vítima.

1.5712

feminicídios em 2025, alta de 4% sobre 2024, com mais 4.189 tentativas registradas.

286.2702

registros de violência doméstica em 2025, alta de 2,6% em um ano.

132.0252

descumprimentos de medidas protetivas em 2025: 362 por dia, alta de 16,7%.

91,8%1

das vítimas dizem que alguém presenciou a violência; em 27% dos casos, foram crianças.

Impacto nas empresas

O que isso custa para a empresa

O custo é humano e também financeiro. Os estudos brasileiros ainda são poucos e antigos: os números abaixo são estimativas e mostram a ordem de grandeza.

Ilustração de uma trabalhadora cansada diante do computador, lembrando a violência sofrida em casa, e quatro cenas menores: noites sem dormir, dificuldade de concentração, faltas e esgotamento
18 dias3

de falta por ano, em média, entre as mulheres que sofrem violência doméstica.

R$ 975 mi3 4

por ano em salários perdidos só com o absenteísmo, estimativa de um estudo da UFC de 2016. Custos de saúde e produtividade ficam de fora.

Reposição3

Substituir quem sai pode ser difícil e envolve perder o que a empresa investiu na formação da pessoa. O impacto é maior quando vítima e agressor trabalham no mesmo lugar.

Produtividade3

Faltas, licenças médicas, ansiedade, pedidos de demissão ou de transferência e queda de rendimento por distração e prazos perdidos.

Afastamento5

A Lei Maria da Penha garante a manutenção do vínculo trabalhista por até seis meses quando a mulher precisa se afastar do trabalho.

Fontes
  1. Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Datafolha. Visível e Invisível: a vitimização de mulheres no Brasil, 5ª edição, março de 2025.
  2. Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, julho de 2026, conforme CartaCapital e Correio Braziliense.
  3. Ministério Público do Ceará, NUPROM. Cartilha Dialogando nas Empresas: prevenção da violência doméstica contra a mulher, 2026, que cita o relatório da UFC.
  4. Universidade Federal do Ceará (2016), relatório sobre violência doméstica e seu impacto no mercado de trabalho e na produtividade das mulheres, conforme Fonte Segura / FBSP, ed. 20.
  5. Brasil. Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), art. 9º, § 2º, II.
Atividades

4 formas de levar o tema à empresa

Mulher apresentando uma palestra com um laço vermelho no telão para três pessoas da plateia
01

Palestras educativas

Encontros presenciais ou virtuais abordando temas como:

  • Violência doméstica e familiar: identificação e prevenção.
  • Lei Maria da Penha e os direitos das mulheres.
  • Violência psicológica, moral, física, sexual e patrimonial.
  • Ciclo da violência e sinais de alerta.
  • Como acolher e orientar uma mulher em situação de violência.
Equipe de RH e gestores reunida ao redor de um notebook
02

Capacitação de gestores e equipes de RH

Orientações para o desenvolvimento de práticas de acolhimento humanizado, preservação da privacidade, prevenção de discriminação e encaminhamento responsável às redes de proteção.

Megafone, laço vermelho e calendário marcado
03

Campanhas de conscientização

Desenvolvimento de ações educativas em datas estratégicas, como o Dia Internacional da Mulher e a campanha Agosto Lilás, com materiais informativos e atividades de mobilização interna.

Mãos acolhendo um grupo de pessoas dentro de um coração
04

Ações de sensibilização

Rodas de conversa, dinâmicas educativas e encontros participativos para estimular o diálogo, a reflexão e o compromisso coletivo com a prevenção da violência.

Objetivos

O que o projeto busca

01

Conscientizar

Colaboradores e gestores sobre as diferentes formas de violência doméstica e familiar.

02

Respeito e paz

Promover o respeito, a igualdade de gênero e a cultura de paz.

03

Direitos

Orientar sobre os direitos das mulheres e os mecanismos de proteção previstos na legislação.

04

Preparar lideranças

Equipes de RH e gestores prontos para identificar possíveis situações de vulnerabilidade e oferecer acolhimento adequado.

05

Canais de apoio

Divulgar os canais de denúncia e a rede de atendimento e proteção às mulheres.

06

Políticas da empresa

Incentivar políticas empresariais de prevenção, acolhimento e enfrentamento da violência.

Benefícios

O que a empresa ganha

  • Fortalece suas políticas de responsabilidade social
  • Promove um ambiente de trabalho mais seguro, respeitoso e inclusivo
  • Contribui para a proteção e a valorização das mulheres
  • Desenvolve uma cultura organizacional baseada nos direitos humanos
  • Prepara suas equipes para lidar com situações de vulnerabilidade
  • Demonstra compromisso com a cidadania e o bem-estar de seus colaboradores
Ilustração de cinco mulheres abraçadas, sorrindo
Acolhimento humanizado e encaminhamento responsável
Coordenação

Quem coordena o projeto

Um tema delicado pede quem sabe falar dele com clareza e cuidado. O projeto é coordenado por profissionais com décadas de estudo e de atuação em direitos humanos, e a sua equipe aprende com quem conhece o assunto de perto.

Vander Cherri Marcolino
Coordenador

Vander Cherri Marcolino

  • Advogado, graduado em Direito e mestre em Políticas Sociais para Adolescente em Conflito com a Lei (Direitos Humanos).
  • Presidente do ICDH e do Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente de Alfenas.
  • Formação em Educação em Direitos Humanos (Enap) e como Promotor de Direitos Humanos (Ministério da Justiça).
Ver currículo completo
Maria Helena Rodrigues Navas Zamora
Coordenadora

Maria Helena Rodrigues Navas Zamora

  • Psicóloga, com pós-doutorado em Psicologia Social Comunitária.
  • Pesquisadora convidada da Universidade de Coimbra e professora convidada em pós-graduações, como na UFRJ.
  • Especialista em Proteção Integral às Crianças e Adolescentes.
  • Homenageada por turmas de Psicologia da PUC-Rio e pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro pela defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes.
Ver currículo completo
Equipes preparadasGestores e RH saem sabendo reconhecer os sinais e acolher com responsabilidade.
Ambiente mais seguroColaboradoras sabem que podem contar com a empresa e com a rede de proteção.
Cultura de respeitoA empresa mostra, na prática, o compromisso com a cidadania e com a vida das pessoas.
Parceria e contratação

Quer levar a palestra para a sua empresa?

O ICDH está à disposição de empresas, indústrias, comércios e instituições públicas e privadas interessadas em desenvolver ações de conscientização e prevenção da violência doméstica e familiar.

As atividades podem ser contratadas individualmente ou organizadas em programas permanentes de educação e promoção dos direitos humanos.

Empresa em outra cidade ou estado? A palestra também pode ser feita online.

Quero conscientizar minha empresa
  1. Você pede a propostaPelo formulário ou direto no WhatsApp do ICDH.
  2. Combinamos data e horárioA palestra é presencial, ou online para empresas de outras cidades e estados, na data que couber na sua rotina.
  3. A palestra aconteceCom confidencialidade e respeito: sem exposição de relatos e sem identificar possíveis vítimas.
Dúvidas

Perguntas frequentes

Para empresas, indústrias, comércios e instituições públicas e privadas interessadas em desenvolver ações de conscientização e prevenção da violência doméstica e familiar.

Sim, as palestras são presenciais, na sua empresa. Se ela fica em outra cidade ou estado, a palestra também pode ser online. Data e horário são combinados com você: peça a proposta pelo WhatsApp.

Sim. As atividades podem ser contratadas individualmente ou organizadas em programas permanentes de educação e promoção dos direitos humanos.

Não. As ações observam a confidencialidade, a privacidade e o respeito às pessoas participantes, sem exposição de relatos e sem identificação de possíveis vítimas.

Cada proposta é montada conforme o perfil, o porte e as necessidades da empresa. Monte a sua ação abaixo e peça a proposta pelo WhatsApp.
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Leve esse projeto para a sua empresa

Combater a violência doméstica é uma responsabilidade de toda a sociedade. As palestras são presenciais, ou online para outras cidades e estados; data e horário a combinar com a sua empresa. Escolha o que interessa e a mensagem vai pronta para o WhatsApp do ICDH.

  • Planejado para o porte e as necessidades da sua empresa
  • Presencial ou online, em ações avulsas ou programas permanentes
  • Confidencialidade e respeito às pessoas participantes
Uma empresa que promove o respeitoajuda a transformar vidas

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